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Quando uma pinta deve preocupar?

  • Foto do escritor: Dr. Luiz Fernando Nunes
    Dr. Luiz Fernando Nunes
  • há 24 horas
  • 2 min de leitura

As pintas fazem parte da vida da maioria das pessoas. Algumas estão presentes desde a infância, enquanto outras surgem ao longo dos anos. Na grande maioria das vezes, essas lesões são benignas. No entanto, algumas alterações podem indicar a necessidade de uma avaliação médica especializada.

Lesão cutânea elevada, escura e pigmentada, com aspecto nodular e superfície brilhante.
Melanoma na região escapular direita.

O melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, frequentemente se manifesta como uma nova lesão pigmentada ou por mudanças em uma pinta já existente. Por isso, conhecer os sinais de alerta é fundamental para o diagnóstico precoce.


Uma das ferramentas mais utilizadas é a regra do ABCDE:


A – Assimetria: uma metade da lesão é diferente da outra.

B – Bordas: bordas irregulares, mal definidas ou recortadas.

C – Cor: presença de diferentes tonalidades, como marrom, preto, azul, vermelho ou branco na mesma lesão.

D – Diâmetro: lesões maiores que 6 milímetros merecem atenção, embora melanomas menores também possam ocorrer.

E – Evolução: crescimento, mudança de cor, alteração de formato ou qualquer modificação recente.


Entre todos os critérios, a evolução costuma ser o mais importante. Uma pinta que muda ao longo do tempo deve sempre ser avaliada.


Outro conceito importante é o chamado "patinho feio". Em geral, as pintas de uma mesma pessoa apresentam características semelhantes. Quando uma delas parece diferente das demais, seja pela cor, tamanho ou formato, merece investigação.


Além das alterações visuais, alguns sintomas também podem servir de alerta:


  • Coceira persistente;

  • Sangramento espontâneo;

  • Formação de crostas recorrentes;

  • Dor sem causa aparente;

  • Ferida que não cicatriza.


É importante lembrar que nem todo melanoma surge a partir de uma pinta pré-existente. Muitos aparecem como uma nova mancha ou lesão pigmentada em uma pele previamente normal.


Pessoas com histórico familiar de melanoma, grande número de pintas, pele clara ou antecedentes de queimaduras solares intensas devem manter acompanhamento dermatológico regular.


Atualmente, a dermatoscopia permite avaliar estruturas invisíveis a olho nu e aumenta significativamente a precisão diagnóstica. Quando necessário, a biópsia confirma o diagnóstico e orienta o tratamento adequado.


A boa notícia é que, quando identificado precocemente, o melanoma apresenta elevadas taxas de cura. Por isso, conhecer a própria pele e observar mudanças ao longo do tempo continua sendo uma das estratégias mais eficazes para proteger a saúde.


Se uma pinta mudou, cresceu ou parece diferente das outras, vale a pena procurar avaliação especializada.


Dr. Luiz Fernando Nunes

Cirurgião Oncológico – CRM-RJ 62.888-3 | RQE 29380

 
 
 

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