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Cirurgia
câncer de pele
Cirurgia é um procedimento médico no qual o profissional realiza intervenções manuais ou instrumentais no corpo do paciente com finalidade diagnóstica, terapêutica, curativa ou paliativa.
Ela pode ser indicada para:
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Remoção de tumores, órgãos doentes ou tecidos danificados
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Correção de malformações
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Revascularizações (como no coração)
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Transplantes
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Diagnósticos (ex: biópsias)
Classificações da cirurgia
1. Quanto ao objetivo
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Curativa: remove completamente a doença (ex: retirada de apêndice inflamado).
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Paliativa: alivia sintomas em casos sem possibilidade de cura (ex: desobstrução intestinal por tumor).
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Reconstrutora: restaura função ou estética (ex: reconstrução mamária).
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Diagnóstica: coleta material para exame (ex: biópsia).
2. Quanto à urgência
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Eletiva: pode ser programada (ex: hérnia).
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De urgência: necessária em breve (ex: colecistite aguda).
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De emergência: deve ser feita imediatamente (ex: perfuração intestinal, trauma grave).
3. Quanto à técnica
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Convencional (aberta): com incisões maiores.
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Videolaparoscópica: minimamente invasiva, com pequenas incisões e uso de câmera.
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Robótica: controlada por cirurgião, com alta precisão.
Na oncologia, a cirurgia pode:
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Remover o tumor primário
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Avaliar linfonodos
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Realizar biópsias
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Ser combinada com radioterapia ou quimioterapia
Quando a cirurgia está indicada no tratamento do câncer?
A cirurgia está indicada no tratamento do câncer quando há possibilidade de remover total ou parcialmente o tumor, com objetivo curativo, diagnóstico ou paliativo, dependendo do tipo de câncer, localização, estágio da doença e condições clínicas do paciente.
1. Cirurgia com intenção curativa indicada quando:
O tumor está localizado e é possível removê-lo completamente.
Não há metástases ou, se houver, elas são ressecáveis.
O paciente tem condições clínicas adequadas para o procedimento.
Exemplo:
Câncer de mama inicial → mastectomia ou quadrantectomia.
Câncer de cólon → colectomia com margens e linfonodos.
2. Cirurgia diagnóstica indicada para:
Obter tecido por meio de biópsia incisional, excisional ou por agulha, quando não for possível por métodos menos invasivos.
Confirmar o tipo histológico e planejar o tratamento.
3. Cirurgia para estadiamento
Serve para avaliar a extensão da doença.
Pode incluir biópsia de linfonodos (como o linfonodo sentinela no melanoma ou câncer de mama).
Exemplo:
Laparoscopia para estadiar câncer de ovário ou gástrico.
4. Cirurgia paliativa indicada quando:
A cura não é possível, mas a cirurgia pode aliviar sintomas ou melhorar a qualidade de vida.
Exemplo: derivação intestinal por obstrução causada por tumor inoperável.
5. Cirurgia como parte de tratamento combinado
Muitas vezes, a cirurgia é usada em conjunto com quimioterapia e/ou radioterapia:
Antes (neoadjuvante): para reduzir o tamanho do tumor e facilitar a ressecção.
Depois (adjuvante): para tratar micrometástases e reduzir risco de recidiva.
Contraindicações à cirurgia:
Tumor inoperável (por localização ou invasão de estruturas vitais)
Doença metastática extensa (em muitos casos)
Condições clínicas graves que aumentam o risco cirúrgico
Importante:
A decisão pela cirurgia é sempre tomada por uma equipe multidisciplinar, considerando risco-benefício, alternativas terapêuticas e objetivos do tratamento (cura, controle, alívio de sintomas)
Diferença entre biópsia e cirurgia oncológica
A diferença entre biópsia e cirurgia oncológica está no objetivo, extensão do procedimento e no papel que cada uma desempenha no diagnóstico e tratamento do câncer.
Biópsia
Característica Detalhes
Objetivo Diagnóstico — confirmar se uma lesão é benigna ou maligna.
O que faz Retira um fragmento ou toda a lesão para análise em laboratório.
Resultado Permite identificar o tipo de tumor, grau, presença de marcadores etc.
Técnicas Punção aspirativa, biópsia por agulha grossa (core), incisional, excisional.
Anestesia Pode ser local ou nenhuma, dependendo da técnica.
Duração Procedimento rápido, muitas vezes ambulatorial.
Importância É o padrão-ouro para confirmar câncer antes do tratamento.
Cirurgia oncológica
Característica Detalhes
Objetivo Tratamento — remover total ou parcialmente o tumor e, às vezes, linfonodos.
O que faz Retira o tumor com margens de segurança e, se necessário, tecidos adjacentes
Pode incluir Avaliação intraoperatória (ex: congelamento de margem).
Tipos Cirurgia conservadora, radical, reconstrutiva, paliativa, robótica, vlp.
Anestesia Geral ou regional na maioria dos casos.
Duração Procedimento de maior porte, requer internação.
Importância Pode ser curativa, paliativa ou parte de um tratamento multimodal.
Resumindo
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Biópsia: serve para diagnosticar o câncer.
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Cirurgia oncológica: serve para tratar o câncer, seja removendo o tumor ou controlando sintomas.
As duas podem até ocorrer no mesmo ato, mas têm funções distintas no manejo oncológico.
Cirurgia minimamente invasiva em oncologia
A cirurgia minimamente invasiva é uma técnica cirúrgica que utiliza pequenas incisões e instrumentos especializados, como câmeras e pinças delicadas, para realizar procedimentos com o mínimo de trauma ao corpo. Exemplos incluem a videolaparoscopia e a cirurgia robótica, que permitem acesso preciso a órgãos internos com menos dor, menor sangramento, cicatrizes reduzidas, recuperação mais rápida e menor tempo de internação hospitalar em comparação à cirurgia convencional aberta. Essa abordagem é amplamente utilizada em diversas especialidades, incluindo a oncologia, sempre que a segurança oncológica pode ser mantida.
Cuidados antes e depois de uma cirurgia oncológica
Os cuidados antes e depois de uma cirurgia oncológica são fundamentais para garantir a segurança do paciente e a eficácia do tratamento. No pré-operatório, é essencial realizar avaliação clínica completa, exames laboratoriais e de imagem, além de ajustar medicações, jejum e preparo psicológico. Após a cirurgia, os cuidados envolvem controle da dor, prevenção de infecções, cuidados com curativos, mobilização precoce, suporte nutricional e acompanhamento da cicatrização. Também é importante manter o seguimento com a equipe médica para avaliação do resultado anatomopatológico e definição das próximas etapas do tratamento, como quimioterapia ou radioterapia, quando indicadas.
Reconstrução cirúrgica após o tratamento do câncer
A reconstrução cirúrgica após o tratamento do câncer tem como objetivo restaurar a forma, a função e, muitas vezes, a autoestima do paciente após a remoção de tumores. Ela pode ser realizada imediatamente após a cirurgia oncológica (reconstrução imediata) ou em um segundo tempo (reconstrução tardia), dependendo das condições clínicas, do tipo de câncer e da necessidade de tratamentos complementares como radioterapia. Os procedimentos variam desde o uso de retalhos locais e enxertos de pele até técnicas mais complexas com retalhos microcirúrgicos ou implantes. É amplamente utilizada em casos de câncer de mama, pele, cabeça e pescoço, extremidades e pelve, sempre considerando a individualidade do paciente e os princípios da oncologia, garantindo margens livres de tumor e a segurança oncológica.