Carcinoma espinocelular da mão: quando um tumor no dedo pode ser câncer de pele
- Dr. Luiz Fernando Nunes

- há 4 horas
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Introdução
O carcinoma espinocelular (CEC) é um dos tumores de pele mais frequentes. Na maioria dos casos apresenta crescimento lento e diagnóstico precoce. No entanto, algumas lesões evoluem de forma silenciosa e podem atingir grandes dimensões e infiltrar estruturas profundas, especialmente quando localizadas nas extremidades.
A mão é uma região particularmente delicada, pois tumores avançados podem comprometer tendões, articulações e até o osso.
Caso clínico
Paciente com lesão tumoral localizada no terceiro dedo da mão, apresentando crescimento progressivo ao longo dos últimos meses.
Ao exame físico observa-se uma lesão exofítica, lobulada e ulcerada, com áreas de queratinização intensa e inflamação local. A massa envolve praticamente todo o segmento do dedo, determinando aumento volumétrico significativo além de possuir um odor característico.
O aspecto clínico é altamente sugestivo de carcinoma espinocelular.
Características clínicas do carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular pode apresentar diferentes padrões clínicos, incluindo:
lesões verrucosas ou vegetantes
áreas de ulceração
formação de crosta e queratina
crescimento progressivo
infiltração dos tecidos adjacentes
Em lesões avançadas das mãos e dedos, deve-se sempre considerar a possibilidade de invasão profunda.
Avaliação pré-operatória
Antes do tratamento cirúrgico, alguns exames podem ser necessários para avaliar a extensão do tumor:
Radiografia da mão – para investigar possível invasão óssea
Ultrassonografia ou ressonância magnética – em casos selecionados
biópsia – confirmação diagnóstica
Essa avaliação é fundamental para planejar adequadamente o tratamento.
Tratamento
O tratamento padrão do carcinoma espinocelular é cirúrgico.
Em tumores pequenos, a ressecção com margens adequadas costuma ser suficiente. Entretanto, nos casos localmente avançados, como neste exemplo, pode ser necessário realizar:
ressecção ampla
reconstrução local
em alguns casos, amputação parcial do dedo
O objetivo principal é garantir controle oncológico completo da doença.
Em casos avançados e metastáticos temos a opção de tratamento não cirúrgico como a radioterapia e imunoterapia.
Prognóstico
Apesar do aspecto agressivo localmente, muitos carcinomas espinocelulares bem diferenciados apresentam baixo risco de metástase, principalmente quando tratados de forma adequada.
O diagnóstico precoce continua sendo o fator mais importante para evitar cirurgias maiores.
Mensagem importante
Lesões que:
crescem progressivamente
ulceram
sangram ou não cicatrizam
devem sempre ser avaliadas por um especialista em tumores de pele.
Dr. Luiz Fernando Nunes
Cirurgião Oncológico
Especialista em melanoma, sarcoma e câncer de pele
Atendimento particular no Leblon – Rio de Janeiro



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