Melanoma: por que não podemos adiar sinais de alerta
- Dr. Luiz Fernando Nunes

- 28 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
O diagnóstico precoce continua sendo o maior aliado do paciente

O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele, mas também é aquele em que a atenção aos primeiros sinais faz a maior diferença no desfecho do paciente. Pequenas mudanças, muitas vezes discretas, podem representar transformações importantes dentro de uma lesão pigmentada. Por isso, reconhecer esses sinais e buscar avaliação rápida é fundamental.
Alguns padrões merecem investigação imediata. Mudanças de cor ou formato, assimetria, bordas irregulares, crescimento acelerado e sangramento espontâneo são achados clássicos que podem indicar risco aumentado. Esses sinais não devem ser ignorados, mesmo quando a pinta parece pequena ou relativamente recente. No melanoma, detalhes importam — e muito.
A atuação rápida é essencial porque os desfechos do melanoma estão diretamente relacionados ao estágio em que o tumor é diagnosticado. Quanto mais cedo a avaliação, menor a necessidade de cirurgias amplas, maior a probabilidade de margens adequadas e menor a chance de envolvimento do linfonodo sentinela. O paciente ganha em segurança, qualidade de vida e possibilidades de cura.
Adiar a avaliação na esperança de que a lesão “estabilize” ou “melhore sozinha” nunca é uma boa estratégia. Melanoma é um tumor que pode evoluir com rapidez, principalmente quando passa despercebido por semanas ou meses. A decisão de observar “mais um pouco” frequentemente resulta em diagnósticos tardios e cirurgias maiores do que seriam necessárias.
No cuidado com melanoma, o tempo é um fator decisivo. Melanoma não espera o ano virar — e o cuidado com a pele também não. Ficar atento às alterações e procurar avaliação especializada ao primeiro sinal de mudança é o passo mais importante para garantir um tratamento eficiente e seguro.







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