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O que fazer após o diagnóstico de melanoma?

Receber o diagnóstico de melanoma não é apenas ouvir o nome de uma doença. É, muitas vezes, revisitar mentalmente cada detalhe daquela lesão que parecia discreta e se perguntar se algo poderia ter sido diferente. A palavra “melanoma” carrega peso. E, ao mesmo tempo, exige clareza. Saber o que fazer após o diagnóstico de melanoma é o que realmente define os próximos passos — e, em muitos casos, o prognóstico.


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O que é melanoma e por que a condução inicial importa


O melanoma é um câncer de pele que se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de pigmento. Diferente do carcinoma basocelular, que costuma ter comportamento mais indolente, o melanoma possui potencial de disseminação. No entanto, quando diagnosticado precocemente e conduzido de forma adequada, apresenta excelentes taxas de controle.

O ponto central é que o diagnóstico não encerra o problema. Ele inaugura uma fase decisiva. A espessura tumoral (Breslow), a presença de ulceração, a taxa mitótica e outros fatores histopatológicos orientam o planejamento cirúrgico e a necessidade — ou não — de estadiamento adicional.

Na oncologia cutânea, a primeira decisão é super importante.


Após o diagnóstico de melanoma: quais são os próximos passos?


O primeiro movimento após o diagnóstico de melanoma deve ser a confirmação de que a biópsia foi realizada de maneira adequada. A orientação do eixo da incisão, a profundidade alcançada e a preservação de margens interferem diretamente no planejamento cirúrgico definitivo.

Em seguida, é necessário revisar cuidadosamente o laudo anatomopatológico. Nem todo melanoma é igual. Um melanoma in situ possui comportamento distinto de um melanoma invasivo com espessura superior a 1 mm. A decisão sobre ampliação de margens, necessidade de biópsia do linfonodo sentinela e investigação complementar depende dessa análise técnica.

É comum que pacientes cheguem ao consultório já com indicação cirúrgica genérica. No entanto, cirurgia oncológica não é apenas retirar a lesão. É estabelecer estratégia.

Melanoma não é cirurgia estética. É cirurgia oncológica estratégica.


Riscos de uma condução inadequada


A condução inadequada pode ocorrer por diferentes motivos: subestimação da espessura tumoral, ampliação de margens insuficiente, ausência de avaliação linfonodal quando indicada ou, ao contrário, realização de procedimentos desnecessários.

Em casos mais complexos, uma primeira abordagem mal planejada pode comprometer o campo cirúrgico, dificultar a identificação do linfonodo sentinela ou gerar necessidade de reoperações.

Na prática clínica, recebo pacientes que já passaram por excisões iniciais incompletas ou sem planejamento adequado. Nesses cenários, a reavaliação exige ainda mais critério técnico.

Experiência muda prognóstico.


A importância da avaliação estratégica individualizada


Cada caso de melanoma deve ser analisado de forma individual. Não se trata apenas de seguir um protocolo, mas de interpretar variáveis clínicas e patológicas dentro de um contexto específico.

A avaliação estratégica envolve:

– Revisão detalhada da lâmina, quando necessário

– Definição precisa das margens cirúrgicas

– Indicação criteriosa da biópsia do linfonodo sentinela

– Planejamento da reconstrução, especialmente em áreas complexas

– Discussão multidisciplinar quando indicado

A integração com equipe multidisciplinar é parte essencial desse processo. Dermatologistas, patologistas, oncologistas clínicos e radiologistas contribuem para decisões mais seguras.

O objetivo não é apenas remover um tumor, mas preservar função, reduzir risco de recidiva e manter qualidade de vida.


Quando procurar um especialista em melanoma


Nem todo câncer de pele exige a mesma abordagem. No caso do melanoma, especialmente em situações como:

– Espessura intermediária

– Presença de ulceração

– Dúvida sobre linfonodo sentinela

– Lesões em face, mãos ou pés

– Recidiva após cirurgia prévia

A avaliação por cirurgião oncológico com experiência específica em melanoma pode trazer maior segurança. Ao longo dos anos, atuei em centros de referência e acompanhei casos complexos que exigiram planejamento detalhado desde a primeira decisão.

A diferença entre condução protocolar e condução estratégica é perceptível no longo prazo.


Melanoma e prognóstico: o que realmente influencia


O prognóstico do melanoma está diretamente relacionado à espessura tumoral e ao estadiamento correto. Quanto mais precoce o diagnóstico e mais adequada a abordagem inicial, melhores os resultados.

Isso não significa que o diagnóstico de melanoma seja sinônimo de desfecho negativo. Pelo contrário. Em fases iniciais, a cirurgia adequada pode ser curativa.

O que determina esse caminho é a forma como os próximos passos são conduzidos.


Uma decisão que define o percurso


Receber o diagnóstico de melanoma exige equilíbrio entre informação e estratégia. A ansiedade é compreensível, mas a condução precisa ser racional. A primeira cirurgia deve ser planejada como definitiva. A avaliação deve ser minuciosa. E as decisões precisam considerar não apenas o momento atual, mas também o acompanhamento futuro.

Se você recebeu esse diagnóstico e deseja uma avaliação criteriosa, minha equipe pode orientar os próximos passos no consultório, no Leblon.


Dr. Luiz Fernando Nunes

Cirurgião Oncológico

CRM 52.62888-3 | RQE 29380

 
 
 

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