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Ferida que não cicatriza: quando pensar em carcinoma?

Feridas persistentes merecem atenção clínica.



Ferida que não cicatriza: quando pensar em carcinoma?
Ferida que não cicatriza: quando pensar em carcinoma?

Uma ferida que não cicatriza no tempo esperado não deve ser ignorada. Embora traumas pequenos e irritações sejam comuns no dia a dia, lesões que persistem por semanas — ou que melhoram e voltam repetidamente — podem representar mais do que um simples machucado. Entre as possibilidades diagnósticas, é fundamental considerar os carcinomas cutâneos, especialmente o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular.


Esses tumores, em muitos casos, começam de forma discreta. À primeira vista, podem lembrar arranhões, crostas ou pequenas áreas irritadas. O problema surge quando o comportamento da lesão foge ao padrão habitual: sangramento ao toque, endurecimento das bordas, aumento lento e progressivo ou persistência por semanas. Esses sinais sugerem que a pele está respondendo a algo além de um processo inflamatório comum.


A detecção precoce muda completamente o tratamento. Carcinomas identificados no início geralmente exigem procedimentos menores, com excelentes resultados estéticos e funcionais. Quando o diagnóstico é tardio, porém, pode haver necessidade de cirurgias mais amplas, reconstruções complexas e maior risco de recidiva ou disseminação para estruturas vizinhas.


O desafio é que muitos pacientes se acostumam com a ferida e passam a vê-la como parte do cotidiano — sobretudo quando ela não causa dor significativa. Essa normalização é perigosa, pois atrasa a busca por avaliação especializada. Feridas que insistem em não cicatrizar são, por definição, anormais, e merecem ser investigadas com profundidade.


Observar a evolução da pele com cuidado e procurar atendimento médico ao perceber persistência ou piora é essencial. No campo da oncologia cutânea, ferida que não fecha não é detalhe — é sinal, e reconhecer esse sinal a tempo pode fazer toda a diferença no prognóstico.

 
 
 

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